O artigo em anexo foi elaborado em companhia da professora e amiga Ana Chaves e publicado na revista Criar Educação.
Aborda a questão da interdependência entre os espaços, enfatizando as mudanças no bairro Conjunto Habitacional (Poços de Caldas) e alguns impactos na estrutura e organização da Escola Estadual Professor José Castro de Araújo.
Esse trabalho contribui para a memória e história local, como para repensarmos o espaço escolar.
Clique AQUI para ver o artigo.
Um blog para refletir sobre a educação... lembrando que a educação é do dia-a-dia, está em tudo e em todo lugar.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
Sororidade – instrumento contra violência de gênero
A cada 4 minutos, uma mulher dá entrada no SUS vítima de violência. Foi
também em menos de 5 minutos que na cidade de Três Corações (MG) o comerciante
Luiz Felipe Neder Silva agrediu Edvânia Rezende. O que é mais ironicamente trágico
é que essa mulher é uma segurança que foi brutalmente espancada ao tentar
proteger a esposa de Luiz Felipe, a delegada Ana Paula Gontijo.
Isso é um exemplo cruel do ocorre no Brasil, pois mostra que não é a
posição social, profissão ou grau de escolaridade que trará proteção contra a
violência. As ocupações das mulheres citadas acima (segurança e delegada)
sugerem que estão mais resguardadas pelo poder que o cargo oferece, mas não foi
isso que ocorreu porque infelizmente a violência contra a mulher é extremamente
alta, mas nem sempre tratada com a atenção que merece, haja vista, por exemplo,
o corte de verba em diversos programas voltados às mulheres pelo presidente
Michel Temer.
A proposta de orçamento para 2017 do governo federal apresenta uma
redução de 74% no orçamento que diz respeito ao “Atendimento às Mulheres em Situação de
Violência”. Se as cenas da cidade de Três Corações mostram a vulnerabilidade da
mulher, tal barbaridade orçamentária mostra que o número de mulheres sem
assistência do Estado tende a aumentar.
Sabe-se que a violência contra mulher e especificamente a violência doméstica alcança recordes
absurdos por conta de uma mentalidade machista, patriarcal e de subjugação do gênero feminino. Mas, além dessas questões
socioculturais há uma sociedade que ignora o fato e um Estado que assim também
procede quando não acolhe as vítimas, que muitas vezes não possuem autonomia
financeira para o sustento dos filhos.
O vídeo divulgado na mídia da agressão à segurança é um exemplo incomum
do tema tendo em vista que o silêncio se torna mais vigilante. Cotidianamente
os vizinhos emudecem com receio de serem invasivos, os familiares mais próximos
preferem acreditar que só foi uma briga e que tudo estará bem. O ritmo de violência
aumenta pela negligência da sociedade. Culpam a mulher de não denunciar, mas
cada qual também se acovarda perante a situação.
Por mais que machistas não deixarão de sê-lo ao assistir a esta cena
transmitida em vídeo por outro lado há terreno fértil para se germinar a
semente da
sororidade, tendo em vista que sensibilizou inúmeras
pessoas que se encolerizaram com a situação.
Edvânia remou contra a maré quando teve coragem em tempos de
acovardamento, mostrou empatia
em tempos de individualismo. É necessário mais
Edvânias no mundo para um enfrentamento contra o feminicídio. Necessita de
Edvânias, de políticas públicas protetivas e de um debate constante sobre o
assunto.
Infelizmente há ainda a mulher escravizada em um relacionamento doentio,
em sua ideologia de que deve obediência cega ao cônjuge ou está econômica e
afetivamente subordinada ao companheiro. Essas algemas socioculturais são
demasiadamente fortes para serem quebradas apenas por uma pessoa. Exige sororidade e tomada de atitude de modo que o soluço do oprimido se
transforme em voz que não será mais abafada.
Ana Paula Ferreira
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
AS REGIÕES BRASILEIRAS E O NOSSO PATRIMÔNIO: EXPERIÊNCIA DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL
Trabalhar patrimônio é partir do local e avançar para o global.
É necessário que o estudante valorize o espaço onde vive e se compreenda como agente de mudança e daí ser importante o constante repensar sobre a relação patrimônio/ memória/ poder e nas práticas pedagógicas para que esse espaço se torne objeto de visibilidade e de cuidado.
Deixo AQUI um artigo publicado na revista Criar Educação onde relato uma experiência com o patrimônio público do bairro e sua relação com o patrimônio brasileiro.
É necessário que o estudante valorize o espaço onde vive e se compreenda como agente de mudança e daí ser importante o constante repensar sobre a relação patrimônio/ memória/ poder e nas práticas pedagógicas para que esse espaço se torne objeto de visibilidade e de cuidado.
Deixo AQUI um artigo publicado na revista Criar Educação onde relato uma experiência com o patrimônio público do bairro e sua relação com o patrimônio brasileiro.
Conjunto Habitacional Pedro Afonso Junqueira - Poços de Caldas
Quer conhecer a história do Conjunto Habitacional de Poços de Caldas?
Essa apresentação foi elaborada para que os alunos da Escola José Castro de Araújo pudessem compreender o espaço em que se situam, valorizando o movimento de gerações anteriores em lutar por melhorias no bairro conforme pode ser apreciado pelas fotos e notícias de época.
Porém, compartilho AQUI de modo que essa valorização se estenda a todos!
Essa apresentação foi elaborada para que os alunos da Escola José Castro de Araújo pudessem compreender o espaço em que se situam, valorizando o movimento de gerações anteriores em lutar por melhorias no bairro conforme pode ser apreciado pelas fotos e notícias de época.
Porém, compartilho AQUI de modo que essa valorização se estenda a todos!
AS CONFIGURAÇÕES DE SENTIDO EM TEXTOS FICCIONAIS
Qual a relação entre o ensino e produção de sentidos?
Qual a relação entre linguagem e ensino?
Clique aqui
Assinar:
Postagens (Atom)